ROMÃ - A super fruta cheia de benefícios

A romã é conhecida como a “super fruta” por sua alta concentração de anti-oxidantes, sendo uma das frutas mais nutritivas.O óleo da semente de Romã é derivado da semente da espécie Punica granatum. A romã é rica em vitamina A, E do complexo B e vitamina C, além de flavonóides e polifenóis que proporcionam a capacidade antioxidante do fruto. A romã contém cálcio, potássio, ferro e fitonutrientes que ajudam a proteger o corpo contra doenças cardíacas, diabetes, artrite reumatóide e câncer. Pode ser utilizado na forma de extrato seco ou óleo. Como extrato é conhecido com pomegranate, podendo ser utilizado em dosagens de 200 a 300mg de uma a duas vezes ao dia. 

 O óleo da semente de romã é rico em ácido púnico, por ser extraído da semente, o que o difere do extrato de Romã, que é rico em ácido elágico ,devido ser extraído de outras partes utilizadas. O ácido púnico é um tipo de ácido graxo que apresenta efeitos antiaterogênicos, ou seja, dificulta a formação de placas nas artérias, além de outras propriedades. ¹

As sementes de romã também apresentam alta atividade antimicrobiana e anticancerígena. Demonstrando eficácia na inibição da proliferação principalmente nas células cancerígenas da mama e próstata.²

O óleo da semente de romã hidrata e nutre a pele, protegendo-a dos radicais livres. Os polifenóis do óleo proporcionam uma potente atividade antioxidante que pode auxiliar na redução dos sinais de envelhecimento. Os flavonóis presentes no óleo da semente de romã, proporcionam a atividade anticancerígena. ³

A habilidade para efetuar um bloqueio da atividade endógena foi apresentado pelos polifenóis, presentes no suco fermentado, pericarpo e no óleo da semente, que inibe a atividade aromatase de 60 – 80%.³

Ação estrogênica

Mori- Okamoto et. Al. (2004) relataram que o romã apresenta fitoestrogênicos tais como estradiol, estriol e estrona, com atividade estrogênicas em ratas. Na administração do extrato do fruto ou das sementes, em ratas ovárioctomizadas, simulando menopausa, observaram a manutenção do peso uterino e metabolismo ósseo normal, pela diminuição da reabsorção, evidenciado pela análise histomorfométrica e radiográfica.²

 Ação anticancerígena

O Instituto de Tecnologia de Israel apresentou dois estudos em uma conferência internacional, indicando que o óleo da semente de romã promove o desencadeiamento de apoptose ou seja, um mecanismo de auto-destruição em células do câncer de mama. 4

No primeiro estudo, células cancerígenas da mama foram tratadas por três dias com o óleo da semente de romã. Na pesquisa foram observados apoptose em 37 a 56% das células cancerígenas, dependendo da dosagem do óleo aplicada.4

No segundo estudo, células normais e cancerígenas foram expostas ao suco fermentado de romã e o extrato da casca, que contêm polifenóis. A maioria das células normais mantiveram-se não afetadas pelo extrato e suco de romã. Mas mais de 75% do estrógeno –dependente das células cancerígenas, e aproximadamente metade do não- estrógeno dependente das células cancerígenas foram destruídas por exposição as mesmas administrações do romã.4

“O Romã é único na combinação hormonal inerente no fruto, é útil tanto na prevenção quanto tratamento do câncer de mama.” Explica o Dr. Ephraim Lansky, que conduziu os estudos. “O Romã parece substituir a necessidade de estrógenos frequentemente prescritos para proteção pós menopausa em mulheres contra doenças cardiovasculares e osteoporose, enquanto age destruindo as células cancerígenas.”4

Prevenção de doenças cardiovasculares

Foi realizado um estudo com 51 pacientes com colesterol e triglicérides altos, que foram divididos em dois grupos, o primeiro recebeu 400 mg de óleo de romã, 2 vezes ao dia e outro grupo recebeu placebo, também 2 vezes ao dia, ambos por quatro semanas. As concentrações sanguíneas de colesterol, triglicérides, HDL “colesterol bom” e LDL “colesterol ruim” foram medidas antes e após 4 semanas de intervenção. Após o fim do estudo foi possível observar que os níveis sanguíneos de triglicérides / HDL foram reduzidos de maneira significativa após 4 semanas de tratamento com óleo, quando comparado aos valores de pré-intervenção e também comparados aos valores do grupo placebo. Já os níveis de LDL e glicose permaneceram inalterados.1

Ação antidiabética

Em um estudo desenvolvido, foram selecionados em 3 grupos ratos masculinos, sendo 20 por grupo. Os mesmos foram administrados com alto teor de gordura+ óleo da semente, alto teor de gordura + óleo da semente de romã e controle magro. No óleo da semente de romã + alto teor de gordura, foram fornecidos aos ratos uma ração rica em gordura (60% de energia de gordura. O alto teor de gordura + o óleo da semente de romã foi suplementado com 61,79 mg. No controle magro foram consumidos um baixo teor de gordura (10% de energia de gordura) de ração para manter o peso corporal dentro de 5% do peso inicial. O plasma foi analisado por biomarcadores associados com o perfil do colesterol (Colesterol total, HDL e TAG), sensibilidade á glicose (glicose e insulina), o acúmulo do tecido adiposo e inflamação sistêmica de baixo grau (P<0,05). Como resultado o óleo da semente de romã apenas alterou o acúmulo de tecido adiposo (leptina e adiponectina) e inflamação sistêmica de baixo grau (proteína C reativa e haptoglobina). As principais conclusões deste estudo foram que o ganho de peso foi associado a um aumento de biomarcadores do perfil do colesterol, sensibilidade à glicose, o acúmulo do tecido adiposo e inflamação sistêmica de baixo grau (P<0,05). O óleo da semente de romã apenas alterou o acúmulo de peso corporal final, adiponectina, leptina e insulina (P<0,05). Apesar de um nível semelhante do consumo de energia, os ratos que foram administrados com alto teor de gordura, tinham uma maior concentração de leptina e uma menor concentração de adiponectina em comparação com os que foram administrados com alto teor de gordura + o óleo da semente de romã. A ingestão do óleo de semente de romã foi associado com uma melhora na sensibilidade á insulina, sugerindo que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 pode ser reduzido. 5

Fonte: Assessoria de Imprensa da IdealFarma.

Referências

1. Cápsula de Óleo de Romã Utilizado na Redução dos Níveis de Triglicérides Sanguíneos. Disponível em:http://www.revistanutrirmais.com.br/2011/index.php/materias/71-capsula-de-oleo-de-roma-utilizado-na-reducao-dos-niveis-de-triglicerides-sanguineos. Acesso em: 12/07/12.

2. MORI-OKAMOTO, J. et. al. Pomegranate extract improves a depressive state and boné properties in menopausal syndrome model ovariectomized mice. Journal of Ethnopharmacology 2001, 92 (1): 93-101.

3. KIM, NAM DEUK. et. al. Chemopreventive and adjuvant therapeutic potential of pomegranate (Punica granatum) for human breast cancer. Breast Cancer Research and Treatment 2002, 71(3): 203-217.

4. NOVAK, ADAR. Pomegranate Seed Oil Causes Breast Cancer Cells to Self- Destruct. 2001.

5. BK, MCFARLIN, KA, STROHACKER, ML, KUEHT. Pomegranate Seed Oil Consumptiom During a Period of High-Fat Feeding Reduces Weight Gain and Reduces Type 2 Diabetes Risk in CD-1 Mice. US National Library of Medicine National Institutes of Health, 2009.